segunda-feira, dezembro 03, 2007

Sérgio Sampaio (Gênio Desconhecido por muitos)

1947 Sérgio Moraes Sampaio nasce a 13 de abril, em Cachoeiro de Itapemirim, filho de Raul Gonçalves Sampaio, fabricante de tamancos e maestro de banda e Maria de Lourdes Moraes, professora primária.

1956 Começa a ajudar o pai na tamancaria. Na escola é aluno aplicado, eventualmente o melhor da classe: Dona Maria de Lourdes o colocava para estudar em casa todos os dias.
1963 Fica vidrado no samba "Cala a boca, Zebedeu", de autoria de Seu Raul, inspirado numa vizinha da Rua Moreira que espinafrava o marido diariamente. O apelido do sujeito era "Fulica".
1964 Ingressa como locutor na XYL-9, Rádio Cachoeiro. Torna-se um fã do samba-canção de Orlando Silva, Nélson Gonçalves e Sílvio Caldas.
1965 Passa três meses de experiência como locutor da Rádio Relógio Federal, no Rio de Janeiro. Retorna a Cachoeiro para servir no "Tiro de Guerra" local. É detido freqüentemente por trocar os pernoites por incursões aos bares e bordéis cachoeirenses.
1967 Mudança definitiva para o Rio de Janeiro, para tentar a vida como locutor ou cantor-compositor.
1969 Passagens pelas rádios Rio de Janeiro, Mauá e Carioca. Ingressa na rádio Continental, onde conhece Erivaldo Santos, parceiro no primeiro samba feito no Rio, "Chorinho inconseqüente", mais tarde incluído no LP "Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta Sessão das Dez".
1970 Novembro: acompanha ao violão o compositor Odibar, parceiro de Paulo Diniz em "Quero voltar para a Bahia", num teste na gravadora CBS com o então produtor Raulzito. As músicas de Odibar não agradam e Sérgio canta composições suas como "Coco verde" e "Chorinho inconseqüente". Na saída, Raul Seixas lhe diz ao pé do ouvido: "Volte amanhã".
1971 Janeiro: assinatura do contrato com a CBS. Sérgio e Raul se tornam amigos. Com Raulzito, Sérgio conhece o rock e o pop internacional em geral. Abril: "Sol 40 graus", com o Trio Ternura, é a primeira letra de Sérgio Sampaio a ganhar as rádios. Ele assina a música como "Sérgio Augusto" e seu parceiro Ian Guest, como "Átila". Junho: compacto "Coco verde/"Ana Juan", direção artística de Raul Seixas e arranjos de Ian Guest. O disco toca muito, devido à ajuda de amigos disk-jockeys de Sérgio, mas vende pouco.Setembro: LP "Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta Sessão das Dez", com Raul Seixas, Míriam Batucada e Edy Star, que causa na época o maior fordunço na gravadora CBS. Também pudera: o disco era uma verdadeira sessão de escracho musical, uma coleção de pastiches de rock, samba e ritmos nordestinos, com letras sarcásticas, entremeadas por piadas e sátiras ao cotidiano em forma de vinhetas malucas. Outubro: Sérgio participa do VI FIC com "No ano 83", de sua autoria. A seu lado, nos vocais, Jane Vaquer, futuramente conhecida como Jane Duboc.
1972 Março: conhece o guitarrista Renato Piau nos corredores da CBS. Abril: compacto "Classificados nº 1"/ "Não adianta". Direção artística de Raul Seixas. Setembro: Pelas mãos de Raul Seixas, que já estava na gravadora, Sérgio ingressa na Phillips, dirigida por André Midani, para trabalhar com o produtor Roberto Menescal. Gravação de "Eu quero é botar meu bloco na rua", inscrita no VII FIC, com presença de Piau no violão, Ivan Machado no baixo, os "Cream Crackers" na percussão, Raul Seixas e membros dos Golden Boys no coro. Outubro: estouro no FIC com o "Bloco", que invade as rádios de todo o Brasil. Em poucos meses, vendas de mais de 300 mil compactos. Dezembro: Sérgio contrai tuberculose, mas ainda assim começa as gravações de um LP para a Phillips, com produção de Raul Seixas, e na banda de apoio Renato Piau, o tecladista José Roberto Bertrami, o baixista Alexandre Malheiros e Ivan "Mamão" Conti na bateria. Também participam os "Cream Crackers" e o baterista Wilson das Neves.
1973 Março: sai o LP "Eu quero é botar meu bloco na rua". Mesmo contendo a música de grande sucesso, torna-se um fracasso comercial e de crítica. No entanto, permanece até hoje como o disco preferido da maioria dos sampaiófilos. Apesar da boa execução nas rádios de músicas como "Viajei de trem", uma toada-rock de alta lisergia, a valsa pop "Leros & leros & boleros" e os sambas "Odete" e "Cala a boca, Zebedeu", a vendagem não ultrapassa as 5 mil cópias. Maio: apresentação na série de shows "Phono 73", em São Paulo. Outubro: Sérgio recebe o "Troféu Imprensa", o "Oscar brasileiro", do programa "Sílvio Santos", na TV Globo, como "Revelação de 72".
1974 Janeiro: compacto "Meu pobre Blues"/ "Foi ela". A primeira, uma lírica e dúbia elegia ao seu ídolo de juventude, Roberto Carlos. A segunda, um samba com feeling de rock, cadenciado e envolvente.Abril: casa-se com Maria Verônica Martins (Ponka), numa cerimônia hippie em Cachoeiro. Aplica um beijo na testa do Juiz de Paz no final. Junho: rescinde o contrato com a Phillips e retira-se por algum tempo em Mimoso, cidade próxima a Cachoeiro, onde compõe o samba "Velho bandido".
1975 Janeiro: retorna ao Rio e ingressa na gravadora Continental. Junho: compacto "Velho bandido"/"O teto da minha casa", com produção de Roberto M. Moura e arranjos do violonista João de Aquino. Novembro: sua marchinha "Cantor de rádio" é incluída no LP "Convocação Geral nº 2", da Som Livre.
1976 Janeiro: show "O pulo do gato", da SOMBRÁS, no Teatro Casa Grande, com Jards Macalé e Dona Ivone Lara. Entre maio e junho, gravações e lançamento do LP "Tem que acontecer", muito elogiado pela crítica mas pouco executado nas rádios.
1977 Março: compacto "Ninguém vive por mim / História de boêmio(Um abraço em Nélson Gonçalves).Junho: cancelamento de um novo LP para a Continental seguido da rescisão do contrato. Agosto: show no Teatro Tonelero, organizado por universitários, com Fágner, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo e Lô Borges.
1978 Junho: internação no Hospital Miguel Couto do Rio com uma crise de pancreatite. Novembro: lota por uma semana o Teatro Opinião, do Rio, com o show "Agora".
1979 Julho: temporada de 15 dias na Sala Funarte/Sidney Miller, no Rio, ao lado do compositor Carlos Pinto.
1982 LP independente "Sinceramente". Um trabalho denso e confessional, enfocando ao mesmo tempo as diversas facetas pessoais e artisticas de Sampaio. Lançado em meio à explosão de ursinhos blau-blaus, batatas-fritas e folias na praia da "niuêive" carioca, o disco passa despercebido.
1983 Fevereiro: nasce João Sampaio, da união com Angela. O compositor Xangai (Eugênio Avelino) é o padrinho.
1986/87 Mesmo os mais atentos fãs acham que Sampaio abandonou a carreira. Raramente se ouve falar nele. Seus discos viram peças de colecionador, disputados a tapa nos sebos de todo o páis. Letras como as de "Meu pobre Blues" ou "Ninguém vive por mim", músicas lançadas apenas em compacto, são cultuadas e reconstituídas verso a verso pelos "sampaiófilos" de carteirinha. Os 80 são realmente um habitat muito ingrato para Sampaio: nenhuma música no rádio, magros direitos autorais e escassos shows, quase sempre em bares e sem nenhuma cobertura da mídia. Na vida pessoal, o alcoolismo minando dia a dia suas forças. Ainda assim, o artista continua compondo regularmente e cada vez melhor suas novas músicas, que apresenta nos shows lado a lado com seus cavalos de batalha.
1988 Outubro: temporada de 10 dias na Sala Funarte, do Rio, com Jards Macalé.
1990 Novembro: shows no Segredo de Itapuã, Bahia, ao lado de Xangai. Sérgio começa a namorar a produtora de shows Regina Pedreira e resolve mudar-se para a Bahia.
1991/92 Os ares baianos fazem muito bem a Sampaio, que vivencia uma espécie de renascimento artístico e pessoal. Novas composições e diversos shows em bares da periferia de Salvador e em outros estados nordestinos.
Outubro/92: participação no show "Baú do Raul", na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, na Bahia, cantando músicas do LP "Sociedade Kavernista...".
1993 Fevereiro: no aniversário do filho João, Sérgio anuncia que deixou a bebida. Ao longo do ano, shows em Brasília, Goiânia, Vitória e Rio de Janeiro.
1994 Janeiro: Convite do selo paulista Baratos Afins para gravação de um CD de inéditas. Abril: aniversário no Rio com presença de amigos como Sérgio Natureza, Chico Caruso e Luiz Melodia. Maio: internação no CTI do Hospital IV Centenário com crise aguda de pancreatite. Sérgio falece às 5 da manhã do dia 15 de maio.



Último piano de Chopin é encontrado em casa inglesa


O piano de cauda tocado pelo compositor polonês Frederic Chopin em sua última turnê de concertos, em 1848, foi encontrado em uma casa de campo inglesa, nesta quarta-feira(21).

O instrumento, fabricado em Paris por Camille Pleyel, foi comprado de um negociante por 2.000 libras (4.000 dólares) por Alec Cobbe em 1988.
O colecionador britânico sabia que o piano era do tipo usado por Chopin, mas não tinha idéia que o instrumento comprado era o mesmo tocado pelo famoso compositor até o pesquisador Jean-Jacques Eigeldinger vasculhar os registros de Pleyel e encontrar o número de série do instrumento.
"Foi uma grande surpresa, fiquei assombrado", disse Cobbe.
"Os pianos Pleyel são muito raros na Inglaterra. Eu passei 15 anos procurando um, comprei o primeiro que tive a oportunidade de encontrar e este acabou se revelando algo fora de série!", acrescentou.
O piano agora pertence à Coleção Cobbe da propriedade Hatchlands, administrada pelo National Trust, sudoeste de Londres.
Nascido em 1810, Chopin se mudou para Paris em 1831, mas trocou a cidade-luz por Londres em 1848.
Na mudança, ele levou consigo o piano Pleyel, fabricado dois anos antes e que ele próprio havia escolhido.
Chopin compunha, praticava e se apresentava com o instrumento e tocou nele naquela que se tornou sua última turnê de concertos, antes de sucumbir à tuberculose.
O piano está em exposição na mansão do século XVIII de Hatchlands Park como parte da Coleção National Trust, que ostenta a maior coleção do mundo de instrumentos de teclado relacionados ao compositor polonês.
A coleção poderá ser visitada pelo público a partir de 1º de abril e Cobbe tocará o piano de Chopin em 19 de abril.
Fonte: Correio Web Brasiliense / Notícias / France Press e The Time

domingo, novembro 11, 2007

Presente (Album - Os Mutantes) Download free!!!

Os Mutantes - 1968Clique Aqui para fazer o Download
Senha: rockprogressivobr

MUTANTES (Polydor, 1968) - Produção: Manoel Barenbein.Primeiro álbum do grupo. É o disco tropicalista da banda. Espécie de carta de princípio, reúne, em suas 11 faixas, um pouco das propostas e possibilidades futuras. Com arranjos de Rogério Duprat e as participações de Jorge Ben no violão e voz, e do baterista Dirceu, o faz um mixer das propostas "fundamentalistas" da Tropicália - Panis et Circenses, Bat macumba e Baby - com a irreverência anárquica dos Mutantes. Fazendo de todos os absurdos, todas as incosequências: possibilidades - confrontar o principal parceiro de Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira (Adeus Maria Fulô) com a existencialista-pop Françoise Hardy (Le Premier Bonheur du Jour); misturar Jorge Ben (A Minha Menina), com uma versão (não creditada, do pai César Dias Baptista) de uma semi-conhecida canção do grupo norte-americano The Mamas and The Papas (Tempo no Tempo / Once There was a Time i Thought) a uivos pré-históricos em homenagem a Gengis Khan (Ave Gengis Khan) e uma paródia kafkaniana (Senhor F). Completam o álbum: O Relógio e Trem Fantasma.

Fonte: Arnaldo Baptista

quarta-feira, novembro 07, 2007

Satisfeito com o meu TX-5 DsPlus (my first organ!)

Comprei em Julho desse ano e só agora vou postar algo sobre...

Especificações Técnicas:
Teclado de 61 notas - com opção de sensibilidade à velocidade do toque, com 4 curvas de dinâmica. Gerador dsPLUS com 3 seções (UPPER, LOWER e PEDAL); Polifonia de 32 notas; Duas seções de "Drawbar" (independentes e roteáveis para qualquer seção); Presets reprogramáveis de "Drawbar" para acesso rápido; Recurso Keyboard Split; Percussão Monofônica ou Polifônica de 4' , 2 2/3 ' com controle de intensidade e ataque; Transposição programável e deslocamento de oitava independente por "Split"; Recurso "Key Click" - Simula a geração de som das comutações mecânicas dos órgãos antigos; Memórias Globais; Reverberação; Tube Overdrive - Simula a distorção dos amplificadores valvulados; Vibrato Scanner & Chorus (V1/C1 - V2/C2 - V3/C3); Sustain ( release ) - programável Efeito Rotary Speaker (incluindo efeitos de aceleração/desaceleração como nas unidades mecânicas); Entrada para "Foot Switch" - com função programável; Midi (IN, OUT, THRU); Entrada adicional MIDI para pedaleira externa; Saída de Linha ( L / R ); AC 110 / 220 Dimensões - ( 1100 x 400 x 130 ) mm Peso - 15 kgr
EFEITO ROTARY SPEAKERO recurso ROTARY SPEAKER simula uma caixa rotatória. Estão disponíveis no TX-5 parâmetros de configurações que darão um maior realismo a este efeito, exemplo, a velocidade de giro dos alto-falantes, o sentido dos rotores, à distância e angulação de um microfone, como este, estivesse captando o som da caixa.

Copyright 2006 © TOKAI. All rights reserved.


...É na verdade um grande simulador do Hammond, comprei na HENDRIX MUSIC... mudou totalmente a sonoridade dos trabalhos que participo, é uma revolução com certeza no mercado, por ser um organ nacional e de alto nível, o qual muita gente famosa tá usando como exemplo ARNALDO BAPTISTA. ALLEX BESSA uns dos melhores músicos da atualidade! e muito, muito respeitado por muita gente! entre outros...
















Vou gravar Roni Moraes e stereovitrola com o TX-5, já fiz algumas faixas já com ele e espero que vcs gostem do resultado. Abraços!
Vou postar os mp3 quando aprontar os singles.
ipoliphonic@gmail.com

quarta-feira, outubro 10, 2007

Public Image



Poliphonic Records
R$ 250,00 (Faixa)
Ensaios
Produção Musical
Edição de trilhas
E outras cositas mas!

quinta-feira, setembro 20, 2007

SenhorF (Materia sobre o 2°SeRasgum)

Festival 'Se Rasgum no Rock', em Belém, confirma força da cena do Norte
A segunda edição do festival “Se Rasgum no Rock foi marcada com vários momentos emocionantes. Mas sobretudo, foi um grande aprendizado para os jornalistas locais, bandas e para os produtores do evento.
Um dia antes dos shows, na sexta-feira (14), aconteceu um debate sobre o rock independente com a participação dos jornalistas Alexandre Matias (jornal Estado de São Paulo), Pedro Alexandre Sanches (revista Carta Capital) e Alex Antunes (revista Rolling Stone). Nas paredes do auditório do Instituto de Artes do Pará ficou impregnada a informação que as bandas de rock independente do Brasil precisam, de qualquer estilo, se divertir mais em cima do palco. E parece que o recado foi, realmente compreendido.
Já na primeira noite de shows, no sábado (15), um longo atraso nas apresentações acabou deixando o público e as bandas ávidas por diversão. Principalmente, no meu caso, que aproveitei para fazer algo absurdo, criei na minha cabeça a necessidade de cobrir o festival de uma forma inusitada, o de uma pessoa que passa a noite se tatuando e se desespera para ver todos os shows. E assim, aconteceu.
Mas antes de começar a sessão, ainda pude assistir claramente ao ótimo show das bandas locais Quimera Porfia e Malachai, que representam muito bem a variedade da música paraense. A primeira com letras politizadas, mas sem encher o saco, com uma sonoridade que lembrava muito o Pearl Jam, e a segunda completamente psicodélica e meio rural, lembrando um pouco de Raul Seixas e Mutantes.
Agora sim, começando a sessão de prazer e tortura. No palco maior, começa a rolar o show da Johny Rock Star e as agulhadas começam a correr a parte da frente, da minha canela esquerda. Já pedi para o tatuador e amigo Barelli parar para assistir um pedaço do show. Os muleques estavam afim de rock e diversão e foi o que aconteceu. Voltei e continuei, mas ao mesmo tempo, outra surpresa no palco dentro do African Bar, a nova sede do festival. Os representantes de Roraima, Mr. Jungle. Rockão, com refrões pegajosos, como no caso da música “Mister Rock’n’Roll”. Impressionante.
Outra grande surpresa do sábado, foi o show da banda Cabaret. Quando os cariocas subiram no palco principal, preferi continuar o que se transformaria em algo sensacional na minha canela. Mas logo depois, me arrenpendi em ter ficado para tomar as agulhadas naquela hora. No meio do show sobe a musa Marisa Brito (vocalista da banda A Euterpia) para cantar a música “Amor e Guerra”. Nessa hora, fiquei maravilhado com a doce voz de Marisa, que acalentava a minha dor.
Depois do Cabaret, os integrantes da banda paraense ION mostraram vitalidade e muita energia com o rock industrial. 300 BPMs e parei para assistir o show. Um dos melhores da primeira noite.
Outro momento importante do sábado, foi a minha primeira chance de assistir um dos shows mais comentados do rock independente nacional, Macaco Bong. Já no meio da finalização da tatuagem, eu pedi para parar um pouco, para assistir os cuiabanos. Nossa, que show! Era tudo ao mesmo tempo a dor na canela, a energia dos músicos e a interação com o público. Inesquecível, o show do Macaco Bong em Belém.
Quando entraram os músicos da banda Móveis Coloniais de Acaju, eu já tinha me libertado e pirado com a minha nova tatuagem: Chamas na canela e “GABBA GABBA HEY”. Completamente, afim de me divertir, tive essa chance com os candangos e o ska alucinado. Tanto o público quanto a banda saíram e se divertiram muito. Ou seja, adeus as dores na perna tudo era rock’n’roll. E foi assim, até o final da primeira noite.
No meio da madrugada, do sábado para o domingo, eu fiquei maravilhado com a apresentação da banda paraense Madame Saatan. Felizes pela chegada do CD, os músicos se divertiram imensamente. Parecia que eles tinham incorporado o espírito do rock. Principalmente, a vocalista (Sammliz), que estava tinindo.
A banda Cravo Carbono mostrou também porque foi um dos melhores shows do Calango (Cuiabá) deste ano. Muita guitarrada com rock e pop. Diversão garantida.
Para continuar o nível, era vez do MQN. Mesmo às quatro e meia da manhã, Fabrício Nobre e companhia provaram porque fazem um show de rock de verdade. Cervejas na cara de todo mundo era um dos ingredientes colocados na receita dos goianos.
Para finalizar, o sábado e já quase na metade da manhã do domingo, começou o thrash metal muito bem feito da banda paraense Telaviv. Mesmo com público bastante diminuído, eles tocaram com muita garra. A minha única lástima foi não ter conseguido assistir o show da banda Telesonic, mas as músicas da banda foram a minha trilha sonora, misturada com dor e prazer.
Já estabelecido e muito feliz com a minha nova tatuagem, estava pronto para assistir os shows do domingo. Mas a minha ressaca fez com que eu perdesse os shows das bandas Superjack e Hebe e os Amargos. Porém, cheguei no final do indie rock muito bem feito do Stereovitrola, direto de Macapá.
Os StereoScopes vieram depois no palco principal e se divertiram muito e contagiando o público, que começava a lotar o African. Outra banda paraense que também está pronta para alçar novos vôos é a Attack Fantasma. A cada show, os músicos estão mais integrados. Pop rock feito de maneira especial. Mais um excelente representante da geração do município paraense de Castanhal, de onde saíram Suzana Flag e Telesonic.
Mesmo com toda a diversão garantida, que se transformou no espírito do festival. Subiu no palco a banda pernambucana Sweet Fanny Adams. Sinceramente, um dos shows mais chatos que já assisti na minha vida. Mas vamos pular essa parte.
A banda paraense Sincera, mesmo sendo considerada emo por alguns, fez um show energético. Se isso for emo, ou não, o importante é que a mulecada está muito afim de pirar num show de rock.
Agora era a vez, de um momentos inesquecíveis do festival, Os Delinqüentes sobem no palco principal. Eu nunca vi na minha vida, mesmo já assistido vários de hardcore, de bandas nacionais e gringas do estilo, uma roda punk tão grande. Jayme Catarro é um dos frontmen mais enlouquecidos do Brasil.
Agora, era uma cacetada atrás da outra, ou seja, era a vez dos Rennegados. A sensação, que todas as pessoas tinham, era que aquela noite tinha começado com os Delinqüentes e ganhou força com a banda Rennegados. Outro grande representante do hardcore paraense.
A felicidade era tanta, o African lotadaço, um noite bela, e iria começar um dos momentos mais aguardados por todos que estavam ali, Nashville Pussy estava na cidade. O que eu posso escrever sobre esse show: Uma aula de rock? Mulheres com rostos lindos tocando de forma alucinada? Ou que mesmo com o calor estávamos na cidade do rock? Na verdade, era tudo isso junto. Quem esteve lá sabe muito bem responder essas perguntas.
Bandas, jornalistas e produtores de todo o país ficaram impressionados com os 40 minutos da banda norte-americana, que terminou com cordas da guitarra arrebentadas.
Depois de uma aula intensa de como fazer um show de rock, os locais do Norman Bates continuaram o nível. Com um show de alto nível. Também já pude assistir vários shows do Norman, mas esse com certeza foi um dos melhores.
Muita coisa ainda iria acontecer no domingo, e isso ficou claro com o show da La Pupuña. Rock, merengue, guitarrada, e com todo mundo no mesmo clima; o festival já tinha conquistado o objetivo, isto é, mostrar duas coisas: o alto nível das bandas independentes nacionais e o como o público paraense está pronto para receber e se divertir (a palavra de ordem de todo o festival) com todos os tipos de música.
A diversidade foi mantida com o Coletivo Rádio Cipó. Música da periferia paraense, com música eletrônica, mais as performances dos eternos Mestre Laurentino da Gaita (quase 90 anos de idade, mas com o espírito de um moleque de 15 anos de idade, tamanha a vitalidade) e da Dona Gorete (uma das vozes mais lindas do Brasil).
Com mais de duas mil pessoas lotando o African, acontece nesse momento algo surpreendente, que impressionaria a todos e que serviria para passar de vez as minhas dores na canela. O espetáculo criado pelo Cordel do Fogo Encantado.
Com o cenário montado especialmente para este show, havia uma borboleta gigante de espuma pendurada com corpos de pessoas, feitas de papel, penduradas e sem contar a iluminação marcada pela luz azul, tudo baseado na capa do terceiro CD da banda, “Transfiguração”. O show foi algo, para quem assistiu, inesquecível, parecia que estávamos em algum culto religioso. Mãos para cima o tempo inteiro, todos cantando e se emocionando juntos.
Sinceramente, palavras nunca conseguirão descrever o que foi o show do Cordel do Fogo Encantado em Belém. O vocalista Lirinha não parava de falar da importância da cidade ser abençoada, e acima de tudo, por ser cercada pela bacia do Guajará: “É uma cidade aquática e maravilhosa”. Além disso, ao final de cada música, ele sempre agradecia à Deus. Foi simplesmente LINDO o show.
O espetáculo na verdade poderia ser dividido em duas partes, a performance de Lirinha e a dos percussionistas. O festival terminou em grande estilo. Mas mesmo assim ficou desfalcado, pois não houve as apresentações das bandas A Euterpia e Suzana Flag.
Em contra-partida, ficou claro que estamos vivendo um momento da música independente nacional. Várias bandas paraenses estão prontas para alçar novos vôos. E só para manter o nível: A diversão e satisfação foram garantidas. (Sidney Filho)

terça-feira, setembro 11, 2007

"Umbora Gravar"

Por Heluana Quintas
O PARCEIRO
Desde as primeiras discussões sobre a viabilidade e as estratégias para articular o Estado do Amapá no movimento nacional de cultura alternativa, através do Circuito Fora do Eixo, de imediato um parceiro cujas experiências, os dados técnicos e um discurso de política cultural afinado se prontificou junto à:
GALERA
Muito embora ele pudesse se omitir das discussões em favor de um dialogo mais empresarial e menos engajado, o Poliphonic Record´s optou por compor com o Coletivo Palafita uma frente sistemática e incentivadora da música independente no Estado, que invoca investimentos arriscados, tempo e muita, muita confiança nos músicos, produtores musicais e toda a galera que esse seguimento comporta – e o Palafita ta no meio dessa galera, ou melhor esta ao lado dela. Mas eis que surge:
A PERGUNTA
Em troca de que um pessoal que já tem uma estrutura considerável para atuar no seguimento musical toparia despender seu tempo e recursos nessa empreitada que é estender o Circuito Fora do Eixo ate o Amapá E eis que se ela se apresenta. Com vocês:
A RESPOSTA
A resposta esta fincada na pedra fundamental do Poliphonic Record´s. Em outras palavras, para saber as razoes contidas na credibilidade por ele depositada na musica autoral independente e no Circuito Fora do Eixo é preciso saber um pouco da historia do Poliphonic, que no inicio era:
O QUARTO DO PPEU E DO OTTO
Na época os dois irmãos eram músicos do Studio Preveiw, onde adquiriram conhecimento sobre gravação digital e a logística que envolveria um trabalho de estúdio. Nessa tempo, seria bom se o Ppeu disparasse simploriamente a frase:
“EI, MÃE, EU QUERO UMA GUITARRA ELÉTRICA”
Mas ele preferiu contar pra mãe que pararia a educação escolar formal pra estudar em casa outras disciplinas: a musica e a técnica de gravação. Ao mesmo tempo o Otto chegava por outro lado, pedindo pra aumentar o quarto, arredar essa ou aquela parede, porque a grana que os caras faziam trabalhando em studios foi sendo aos poucos transformada em equipamentos. Com o tempo, eles já precisavam de mais espaço, e o quarto deles, mais o da mãe deles virou:
O STUDIO GENEZIS
Aí eles resolveram colar as cubas de ovos no teto e nas paredes - por causa da acústica e pra reduzir problemas com a vizinhança – alugaram uma mesa de som e começaram a botar pra 18, gravando trampos como o primeiro álbum da Genezis, da Sangria e Degrau Norte. O que rendeu uma mídia espontânea. E de repente aquela casa:
“ERA UMA CASA MUITO ENGRAÇADA”
A residência adquiriu uma metade barulhenta, movimentada, cheia de músicos, com uma mulecada entrando e saindo. E, depois de longas horas colocando instrumento por instrumento em cada uma das faixas, lá estava, embalando-se numa cadeira cantarolando Valeria, da banda stereovitrola, a mãe do Ppeu e do Otto. Com esse apoio incondicional, havia chegado a hora de ter mais uma boa conversa com os pais e decidir o futuro daquele espaço. Foi então, que o Otto chegou com a novidade: o studio Genezis seria transformado em selo. O pai curtiu, achou uma boa idéia, mas ate ai ele não sabia que precisaria mudar de residência. Foi quando nasceu:
O POLIPHONIC RECORD´S
A casa inteira foi tomada pela musica, pra completar o studio de ensaio Underground – também, desde sempre, nosso parceiro – resolveu se integrar. E o que era studio de gravação virou um selo em sociedade, encabeçado pelos irmãos Otto e Ppeu e mais o Tássio, do Underground.
Atualmente, o studio esta gravando músicos que já demonstram trabalhos consolidados na cena local como stereovitrola, Sangria, Naldo Maranhão, Roni Morais, SPS12, Marttyrium, Sagras, Ecleziasthe, Shammah, Samsaramaya, No Control... e, é claro, o segundo álbum da Genezis.
Dispondo de Sistema Protools de gravação, Mesa Studio R de 32 canais, com sala para Pré-produção (15 contos a hora de ensaio), Produtores musicais e músicos, funcionando de 08 a 21 horas e oferecendo serviço de recepção e agendamento para sua banda não ficar esperando, o Poliphonic oferece ainda, para aliviar a parte do musico, gravação no valor de R$ 250, 00, o menor da cidade e, pra facilitar mais, conversando ainda rola um sistema de escambo.

segunda-feira, agosto 20, 2007

quinta-feira, junho 21, 2007

Genezis

Estamos divulgando o novo cd da GENEZIS. (Macapá - AP)

(Alternativo/Britrock )
LeadVoz: Daniel Lima
Bass: Tássio Callins
Guitar: Ppeu Ramos
Keyboard/Samplers: Otto Ramos
Drums: Ivan Dias
Produção: Heluana Quintas e Bruna Nascimento
CD 2 - GENEZIS

Produção Executiva: Heluana Quintas de Lima
Produção Musical: Otto Ramos & Ppeu Ramos
Pré Produção no Estúdio Underground [Mcp-AP]Gravado por Ppeu Ramos no Poliphonic Records Pro-Tools LE 32 canais [Mcp-AP]Studio Gênesis [Stn-AP] e no Chama Records [Mcp-AP].
Assistente de Gravação: Daniel Lima
Roadie’s: Denis e Onny Ramos
Projeto Gráfico: Ronix777
Fotografia: Heluana Quintas de Lima
Mixagem por Ppeu Ramos no Poliphonic Records [Mcp-AP]
Masterização: Dinho Smith [Stúdio Gênesis - STN]

Participações Especiais:

Pc Segundo: Drums [Faixas: 03, 04, 05, 07]

Jair Mattos/ Guitarra [Faixa 06]

Rafael Febarth: Back-Vocal [Faixa: 04 e 09]

Marcos Fernandes: Bass [Faixa: 06 e 10]

Junior Miagi: Bass [Faixa 05]

Ivan Dias: Drums [Faixa 06 e 10]

Músicas:
01- Eis-me Aqui [Letra: Daniel Lima / Música: Ppeu Ramos]

02- Saudade [Letra: Daniel Lima / Música: Ppeu Ramos e Otto Ramos]

03- Mesmo assim [Letra: Daniel Lima e Otto Ramos / Música: Ppeu Ramos]

04- Velha Casa [Letra e Música: Otto Ramos]

05- Mais perto [Letra Daniel Lima / Música: Ppeu Ramos]

06- Cristo vive em mim [Letra: Daniel / Música: Ppeu Ramos e Marcos Fernandes]

07- Eu vou [Letra: Daniel Lima, Otto Ramos e Marcos Fernandes / Música: Otto Ramos]

08- Mais de Ti [Letra: Daniel Lima/ Musica: Anunciai]

09- Farei de Tudo [Letra: Daniel / Música: Ppeu Ramos]

10- Purifíca-me [Letra: Daniel Lima e Otto Ramos / Musica: Otto Ramos]

11- Angelis [Otto Ramos]

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

“A oportunista que sempre chega quando você sai”

Então acabou mais uma temporada a dois...e tudo volta ao “normal”...eu aqui em casa e vc aí na sua cama que por semanas foi nossa, e já não suporto mais tanta ausência, sei bem que esta noite será longa e dolorida, pois quando teu corpo desfalece, eu guardo teu sono, beijo tua alva pele e me entrelaço nos teus fios de ouro até chegar o encanto do sono, e me entrego também, pois adormecer nos teus braços por muito tempo foi o sonho de um menino simples e fiel ao teu amor.
Ah anjinho...”Até quando?” Me perguntas... “Por onde começar? Tantos gênios lá fora...”e o tempo também não pára, nem oscila... parte de mim cai ao chão quando me encontro de mãos vazias na sua frente, e logo agora! Quando mais preciso de peças pra te manter ao meu lado, como a paciência e discernimento, da manutenção do seu sorriso de “sininho, da louca vontade de ser teu pra sempre...me desespero sim meu bem, quero ser sempre suficiente a ti, me sentir como o sol [sunshine], me sentir eterno como a eterna canção de um amor eterno que fiz à você...A esta hora estávamos sorrindo...brincando de amantes...assistindo juntos um bom filme...[nossa, que saudade do ontem]...das suas brincadeiras sinceras com sorriso de entrega, com seu modo de mostrar o infinito que há pra nós, mova meu coração até seu colo e faça-me dormir novamente, diga que também tens medo da ausência e do medo de perder o sorriso sincero.
Permita-me entrar pela porta da sua casa-coração e me entregar mais do que nunca, me derramar nas bordas dos teus vestidos, colher teus traços, tua magia, teus encantos meu amor, me sinto teu como teus olhos ‘clarão azulado’ ...Não impeças que o meu amor sobreviva diante das adversidades, amor este que já foi um soldado ferido e que hoje veio receber suas medalhas por está vivo até aqui, este mesmo soldado que munido da certeza de longos [e bem vívidos] dias, comprara sua moradia num lindo vale verde [o dos seus sonhos] , pois sabe que é eterno desde então.
Te amarei por toda eternidade, morro dentro de mim quando a oportunista ausência se apresenta, mas vivo permanecerei até o ciclo completar, e num sorriso te abraçar e dizer-te que todo o meu amor é seu, e este amor achará pastagem ao nosso redor, viverei todos os dias ao teu lado, cuidando da sua alegria, de todos os seus sonhos,[pena que eles deixarão de existir,]subirei até o mais alto monte, ao lugar mais distante pra te trazer a rosa do amor, com aroma de fidelidade e companheirismo, pois tu és tudo o que sempre quis ter...meu anjo...meu amor...


À Heluana Sunshine.
[Otto Ramos]
...final de janeiro de 2007

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Poliphonic Records



Então moçada, o stúdio [q mais tarde será um selo] Poliphonic, está d portas e canais bem abertos pra receber a galera q está afim d gravar seu trampo, fizemos um investimento d final d ano e compramos a Placa Delta 1010 [dez entradas e dez saídas] junto com o sistema PROTOOLS LE de gravação, quem conhece sabe q é o melhor sistema de gravação da atualidade...
Como explicitado no blogspot do coletivo, estamos com a mesma proposta de incentivo aos trabalhos independentes aki no Amapá, disponibilizamos instrumentos, músicos, gravação, mixagem e masterização tudo por 2.000.00 contos! ...melhor do que isso é impossível, temos o prazer d ver a matriz na mão da galera por um custo baixo/acessível, tendo em vista q no mercado regional esses trabalhos giram em torne d 5.000.00 contos até pra mais...enfim, algumas bandas já estão fechadas pra este trimestre com é o caso da STEREOVITROLA, MARTTYRIUM, SAMSARA MAYA, SPS12, NDA, PALHETA PERDIDA, CORLEONES[todas no Grito Rock Amapá]...e artistas como NALDO MARANHÃO que estou produzindo...um puta trabalho..muito lindo mesmo...e não menos brilhante RONI MORAES com seu mar d criatividade...Portanto, liguem, vamos trocar uma idéia e esquentar a cena independente no Estado. Força moçada!


ENTRE EM CONTATO:


9117-8367- OTTO RAMOS
3242-8306- PPEU RAMOS

ipoliphonic@gmail.com
www.ottotakk.blogspot.com

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Vão pra lá!

Galera este Blogspot está desativado por enquanto, pois estamos organizando o GRITO ROCK AMAPÁ...confiram...abraços!